Buscando piratas.
O que faço é tentar buscá-los, tentar atraí-los. Atraí-lo.
Qual é a alternativa que tenho quando a saudade dói e escorre por meus olhos? Sei que estamos distantes, sei que ele não pensa em mim todos os dias, mas sinto a falta, a falta daquele pirata.
Suas cartas de nada adiantaram e eu anseio por sua presença... Mas são apenas esporádicas cartas, ele não vai voltar, está bem onde está e eu até me alegro. Mas então volto à memória daquele pirata, aquele que esteve aqui e que dele, só sobraram Cds de um rock e de um garoto boêmio, além de cartas com uma grafia desleixada e livros de esquerda.
Aquele pirata.
Eu busco piratas. Procuro. Persigo. E só acho músicas, de um tempo de juventude, de um tempo em que o pirata era mesmo o tal pirata, aquele que estava aqui e que alegrava a vizinhança. Um pirata. Um boêmio. Por dentro ele ainda era criança.
E eu não sei como ir mais lentamente, já que minha mente está acelerada por causa da caça aos piratas.
E aí está, uma carta. Eis uma mensagem (na garrafa) à um pirata por causa de minha busca aos piratas.
(baseado num pirata real, acredite)

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