17 de dezembro de 2011

É complicado,

É como tentar apagar o passado que não se desapega de mim; como olhar para trás e perceber que foi tudo um devaneio de verão; é como se tudo o que você acredita se tornasse uma grande mentira; é perceber que todos os anos foram em vão, perceber que por mais que você se esforce ao máximo, nunca será suficiente; é ter a consciência de que nunca o abraçou, e nunca abraçará; é como sentir falta daquilo que um dia te torturou; é pedir para ter noites mal-dormidas; é sentir a nostalgia de algo que nunca viveu; é se culpar pelo que não fez, é querer um singelo sorriso de quem quer que você desapareça; é errar de propósito para fazer de novo; é como se perder somente para ser encontrado; é amar alguém que você tem a certeza que é o “alguém certo” e mesmo assim ele mal saber quem você é; é querer algo que nunca se terá… Irônico, não? Pois é, assim é a vida.

6 de dezembro de 2011

Tudo munda. Tudo, menos o que sinto

É estranho ver que em um ano tudo pôde ficar do jeito que sempre foi, mas como tudo tem que mudar um dia, você mudou. Eu mudei, ou melhor, nós dois mudamos e tudo o que tivemos e fomos hoje é só uma sombra sobre a minha cabeça. A maior parte de mim. Você foi a maior coisa, agora você é só uma memória para abandonar, e sabe o que mais me machuca? Te ver todos os dias, saber que você anda se cortando, ler o que você escreve para ela, ver que você parece bem longe de mim e que não liga nem nunca ligou para tudo o que eu fiz, o que te escrevi. Eu sinto sua falta, sinto falta das tardes perdidas conversando, sinto falta de te apelidar de "urso", sinto falta das suas cantorias desafinadas, sinto falta da sua letra de médico desleixada, sinto falta do seu jeito de querer me impressionar, dos seus óculos de grossas armações pretas, sinto falta da sua falta de confiança, da sua busca por uma ideologia, do seu eterno conflito com si mesmo, da sua revolta por tudo, sinto falta até do modo como você mudava de opinião, sinto falta de você me dedicando músicas, de tudo me lembrar você, de você me chamar de "pequena" e brincar comigo por causa do tamanho do meu tênis, de cantar pra mim "imbetriz", dos seus depoimentos, das suas indiretas, do modo como você olhava pra mim como se buscasse respostas... Eu sei lá, só sei que tudo me lembra você e sinto falta de coisas que nunca vi você fazer, mas sei que você faz, sinto falta do novo, o qual eu desconheço (e também do velho) você.
Quero ser a sua menina, cantar paramore com você, te abraçar pelas costas, morder suas bochechas, bagunçar seu cabelo, dormir no seu colo, quero morar nos seus abraços, te ligar às 3:00 da manhã pra dizer que não consigo dormir porque estou pensando em você, quero andar de mãos dadas, quero colocar seus óculos para parecer com você, quero te mandar bilhetinhos com letras de músicas, te fazer rir quando tudo estiver na pior, contar piadas sem graças para você zoar de mim, quero fazer bolo de caneca com você, virar amiga da sua mãe, assistir filme enrolada no cobertor com você, tomar banho de chuva nas noites de verão, te apresentar para o meu irmão mais velho, te fazer uma surpresa no seu aniversário, dizer como você é lindo todas as horas (mesmo que minhas amigas não achem o mesmo), tirar fotos do seu sorriso irônico, ir no cinema com você e ficar jogando pipoca nos outros, ficar com seu cheiro na minha roupa de tanto de abraçar, escrever seu nome em todas as folhas do meu caderno e também no meu corpo, ter sua foto no plano de fundo do meu celular e do meu computador, te comprar CDs das nossas bandas favoritas, escrever um milhão de cartas de amor e enviá-las por correio, te beijar de surpresa, observar as estrelas, jogar videogame com você a deixar você ganhar (rá), te ligar pra contar uma piada e chorar de tanto rir, chamar meus ursinhos de pelúcia com seu nome, seu sobrenome e seus apelidos, te dar presentes sempre, te mandar mensagens de boa noite, aparecer de surpresa na sua casa, pedir pra você me ensinar a andar de skate, ter fotos nossas espalhadas pelo meu quarto, fazer um CD com músicas temáticas e chamá-lo de "flutuando sobre as chamas"...
Eu faria tudo se fosse a sua pequena, faria toda essa espera valer a pena, porque se eu te amei (ainda amo) durante todo esse tempo é porque acredito que você valha a pena e a espera. É, você escapou como um trem desgovernado enquanto meu coração batia como um barco a vapor e isso toma todas as minhas forças: não poder te desenterrar do chão onde você está, mas acredito que se estás em meu coração e em minha mente, uma hora você vai notar que sou eu quem realmente se importa com você e quem realmente te ama, indiferente do tempo, da distância ou de qualquer coisa. Só saiba que eu vou esperar (esperar até você deixar de valer a pena).

16 de novembro de 2011

Absorta em pura solidão


Primeiro, a sensação de estar sozinha no mundo, como se não pudesse ser ouvida, muito menos entendida, por quem quer que fosse. Após isso vem uma tremenda vontade de ter os pulsos cortados ou então ser notada por uma pessoa, apenas uma pessoa... Mas é pedir de mais ter atenção de um só alguém. Pelo menos é o que parece. É o que vai continuar sendo.
Eu tenho procurado saídas, tento ao menos ver um ponto de i(luz)ão em meio a névoa de tédio e mesmice e o que encontro são as sombras do passando que todas as noites voltam para me assombrar. As mesmas lembranças. Os mesmos motivos para minhas lágrimas. O mesmo quarto. As mesmas estrelas. O mesmo travesseiro exarcado e o meu pranto seco (ou quase isso)
É possível morrer de amor? E de solidão? Quem sabe morrer à procura de algo inalcançável seja uma forma plausível para alguém. Mas e esse esta "plausividade" não é certa para ninguém? Poderia ser, assim como a luz que se encontra no nevoeiro implacável que é a minha mente... Ou não.
A solidão é absoluta, não há alguém com quem conversar, e para evitar falsas expressões de "estou bem, não se preocupe" decidi manter-me absorta e isolar tudo de tudo, uma vez que isso me retoma à sombra de um passado não esquecido, me retorna àquele amor não vivido, aos "sinto sua falta" não ditos, aos abraços não dados, às lágrimas caídas em vão, aos perdidos pedaços do meu esquecido coração... Se é que este ainda existe.