17 de dezembro de 2011
É complicado,
6 de dezembro de 2011
Tudo munda. Tudo, menos o que sinto

16 de novembro de 2011
Absorta em pura solidão

Eu tenho procurado saídas, tento ao menos ver um ponto de i(luz)ão em meio a névoa de tédio e mesmice e o que encontro são as sombras do passando que todas as noites voltam para me assombrar. As mesmas lembranças. Os mesmos motivos para minhas lágrimas. O mesmo quarto. As mesmas estrelas. O mesmo travesseiro exarcado e o meu pranto seco (ou quase isso)
É possível morrer de amor? E de solidão? Quem sabe morrer à procura de algo inalcançável seja uma forma plausível para alguém. Mas e esse esta "plausividade" não é certa para ninguém? Poderia ser, assim como a luz que se encontra no nevoeiro implacável que é a minha mente... Ou não.
13 de julho de 2011
Namore uma garota que lê
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria ou gostaria de ser a Alice.É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Texto retirado do Janela de cima.
12 de julho de 2011
Fille parisienne










Relationships were something I used to do. Convince me they are better for me and you. We met by a trick of fate. French navy, my sailor. (Camera Obscura)
11 de julho de 2011
Hipsters, hipsters, hipsters por toda parte
—Hoje em dia, muitas pessoas tentam ser hipsters, e mesmo assim, muitas delas não conseguem. Eu acredito que às vezes sou muito hipster, por causa de livros, fotos em preto e branco, meu gosto por café somente pela nostalgia, pode até ser, mas às vezes isso não é legal.
—O lugar onde mais acho fotos hipsters é no We heart it,



10 de julho de 2011
Buscando piratas
Buscando piratas.
O que faço é tentar buscá-los, tentar atraí-los. Atraí-lo.
Qual é a alternativa que tenho quando a saudade dói e escorre por meus olhos? Sei que estamos distantes, sei que ele não pensa em mim todos os dias, mas sinto a falta, a falta daquele pirata.
Suas cartas de nada adiantaram e eu anseio por sua presença... Mas são apenas esporádicas cartas, ele não vai voltar, está bem onde está e eu até me alegro. Mas então volto à memória daquele pirata, aquele que esteve aqui e que dele, só sobraram Cds de um rock e de um garoto boêmio, além de cartas com uma grafia desleixada e livros de esquerda.
Aquele pirata.
Eu busco piratas. Procuro. Persigo. E só acho músicas, de um tempo de juventude, de um tempo em que o pirata era mesmo o tal pirata, aquele que estava aqui e que alegrava a vizinhança. Um pirata. Um boêmio. Por dentro ele ainda era criança.
E eu não sei como ir mais lentamente, já que minha mente está acelerada por causa da caça aos piratas.
E aí está, uma carta. Eis uma mensagem (na garrafa) à um pirata por causa de minha busca aos piratas.
(baseado num pirata real, acredite)Um estudo sobre nostalgia
m indie.—Pode parecer óbvio, mas eu amo a cidade luz e sonho ir para lá. — mas não somente para as áreas movimentada onde há a torre eiffel ou o arco do triunfo, e sim para os lugares históricos, distantes, onde realmente se sabe que algo ocorreu, como lugares típicos da revolução francesa, etc — Parece bem estranho, mas Paris me trás uma sensação nostálgica, o que estimula o meu desejo de ir até lá, mas me passa uma energia tão boa, algo que me dá a sensação de que tudo é possível na cidade luz, na França (algo maior do que comer croissant, fazer piquenique no rio Sena e conhecer um francês que goste de arte), uma sensação de poder voar, de poder tornar meus sonhos realidade... É algo tão novo é incrível para minha mente adolescente imatura, mas é incrível, que a cada dia eu quero mais.
—Além de Paris, muitas coisas me dão sensação de nostalgia. Ouvir músicas do início dos anos 2000 e do final dos anos 90 (tem uma razão em especial, só minha); ler textos feitos por Lucas Edwin e ver fotos da adolescência de meus irmãos. É muito gozado, eu sei, mas é ótimo e como já foi dito, me faz me sentir muito viva.
—Eu aprendi (em mais ou menos 8 anos) que a nostalgia é algo tão comum quanto ter um dejá vù, pensando bem, a minha vida é um completo dejá vù e às vezes eu sinto que posso viver de passado, pois é, aprendi que nostalgia vai bem mais do que somente sentir, é uma aprendizagem, sobre ser que a gente é consiliar o que a gente sente...
Quem é você que não sabe o que diz?
—Pois é, alguns falam coisas completamente sem sentido algum e ainda acreditam que podem te forçar a fazer algo; tenhamos com exemplo algumas garotas, que falam 25 horas por dia sobre somente um cara. É de mais pedir que elas tenham cemancol e comecem a formar seus intelectos com algo mais interessante que um garoto? mas além disso elas acreditam que sabem tudo sobre o mundo e querem colocar isso na sua cabeça a qualquer modo. A minha palavra para essas coitadas é "vai procurar um livro que você ganha mais", porque atualmente, encontrar alguém que realmente goste de ler está muito difícil (e estou falando de literatura clássica, não algo que se define somente a livrinhos da moda, nada disso)
—Portanto, segundo Noel Rosa "Quem é você que não sabe o que diz?", essa vai para as garotas fúteis que tentam induzir os outros a pensarem igual, das quais já me cansei há tempos e que não posso evitar de não conviver; mas então fica um ensinamento: terei que aprender a conviver com isso, mesmo que me deixe a cada dia mais fula.
30 de dezembro de 2010
Dando um tempo, por um tempo
22 de novembro de 2010
Andei por aí,
Acabei percebendo que dentro de nós há uma pequena chama, um pequeno pedaço de luz, que vai se apagando conforme vamos crescendo e amadurecendo, essa luz vai para longe e quase nunca mais a percebemos ou a recebemos de volta.Mas ela volta, às vezes, quando merecemos...Quando merecemos não sofrer, não sofrer por amor, afinal, essa chama somente se aproxima quando tudo se torna mais bonito, quando a vida ganha seu sentido, quando seu sorriso torna-se mais sincero, quando em um momento nada faz sentido e ao mesmo tempo faz todo o sentido, ou só quando sonhamos com alguém perfeito e esse alguém uma hora aparece e, faz tudo em seu mundo ganhar um som, um aroma ou um sabor diferente, pronto para ser apreciado. É aí que percebemos o quanto somos tolos e mesmo assim sabemos que no final das contas, o importante é amar e sentir-se apaixonado(a)
No dia 16 de outubro,
Estou perdida em meus pensamentos, e, talvez, um dia, estarei perdida em seus olhos, seus beijos e seus carinhos. Mas, enquanto isso não acontece, eu vivo na ilusão, no sonho e somente na imaginação - a mesma que me faz perder a noção de tempo sorrindo ao pensar e pensando em você - de um dia pode te amar e gritar para o mundo que você é meu.
Todas as minhas cartas...
Agora eu percebo que todas as cartas que escrevi, foram feitas em vão, pois os únicos dois assuntos que já foram escritos se esqueceram de mim... Os únicos amores que tive, os dois únicos garotos que me chamaram a atenção. Bem, hoje eu sei que o que mais fiz foi sofrer, caramba, sofri por quanto tempo? Creio que dois anos... Nossa, dois anos realmente apaixonada, uma coisa nova para mim, meus primeiros e creio que, os únicos amores de minha vida.Começando pelo primeiro amor, ainda lembro de você e das nossas tardes brincando de nada, lembro do seu aniversário, e que aniversário... Lembro-me de como te fiz mal ao não ter me aproximado de você no cinema, no ônibus... e depois fiquei me lamentando, chorando durante a noite... Ainda convivo com você, um grande amigo, e sabe, eu até poderia voltar a te amar, mas existem tantas coisas que me impedem, uma delas é o seu orgulho, ah, e a sua arrogância, um pena, eu até poderia gostar de você...
E depois, um estranho na minha vida... Até me lembro do dia em que me apaixonei por você, só por causa daquela conversa no msn e depois ter sonhado com você. Aquele sorriso só seu, foi o que me conquistou, aquela alegria incomparável, um senso de humor que eu entendia e era feliz por isso, você era mais que um amigo, mas não me correspondia... Até o início do ano, quando decidiu me contar que me amava, nossa, minha felicidade foi tanta, mas a timidez me venceu e não te contei. Mas sabe, acho que te amei tanto nos três dias após a descoberta, que o amor se foi, não sei, se esgotou em mim e agora, é só mais um amigo.
Caramba, minhas histórias são tristes, mas sei que amei os dois como nunca amei ninguém e sei, também, que os dois me amaram, nós nos amamos, e hoje, o que era amor, se tornou uma sincera e serena amizade, algo que vou levar comigo, para sempre
13 de novembro de 2010
A banda,
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Eu voltarei logo...
Primeiramente, não deve ter mais ninguém lendo, é claro, mas continuarei minhas desculpas...
Não apareci, pois agora, sou uma bailarina e tenho uma apresentação para me preocupar, também sou representante de classe e tenho um comportamento e uma postura exemplar para zelar (não que eu esteja me gabando, mas é importante que eu zele a minha postura, porque, se houver um erro, uma só algazarra, é bem provável de eu perder o "cargo") lembrando que tenho milhares de provas, trabalhos e compromissos com a escola...
Uma coisa boa é que já passei de ano e então, os esforços feitos durante os três últimos bimestre valeram a pena.
Agora, vou ler um dos livros mais interessantes que existem, A menina que roubava livros.




